Software livre significa necessariamente software gratis?

Postado em 1 de Abril de 2015 às 02:21


NÃO.

O termo livre neste caso não se refere ao valor comercial, mas sim a sua licença de uso.

Um software livre pode ter seu valor comercial sim, veja bem, um exemplo bem comum é o de empresas que empacotam distribuições linux e vendem estes produtos para usuários que não querem (por qualquer que seja o motivo) fazer o download do produto. Muitas também trabalham oferecendo serviços ligados ao software livre e além de empacotar e vender o software, as empresas também criam um manual de utilização e cobram um pouco mais pelo pacote e para completar ainda vendem um serviço de suporte personalizado.

A Canonical, mãe do Ubuntu, é um belo exemplo do modelo acima.

Saiba também que muitos desenvolvedores são pagos para trabalhar em projetos de software livre, e pode acreditar que estes profissionais são muito bem pagos, a final, eles também precisam de casa e comida. Grandes empresas de software geram receita com a venda de serviços ligados ao software e assim podem manter bons desenvolvedores.

Mas é claro que existem sim profissionais que dedicam seu tempo livre para o desenvolvimento e aprimoramento de grandes projetos de software e que fazem isso tão bem quanto se estivessem sendo pagos, pelo simples prazer de ajudar uma comunidade inteira.

A estes devemos ser eternamente gratos!

Software Livre gera dinheiro sim, mas seguindo um modelo um pouco diferente de negócios.

Então o que realmente significa o termo Software Livre?

Basicamente, SL é todo aquele software que atende quatro regras de ouro, as quais chamamos de quatro liberdades:

  • Liberdade 0: Liberdade total de execução. O usuário pode executar o software em qualquer lugar para qualquer fim. Esta liberdade garante a qualquer um (empresário, estudante, donas de casa, mestre de kung fu, é sério, qualquer um mesmo, pessoa física ou jurídica, não importa) o direito de instalar o software em quantas máquinas quiser para o que quer que seja.
  • Liberdade 1:  O usuário tem liberdade de acesso ao código fonte, e essa é na minha opinião a regra mais valiosa. Pois permite que o usuário conheça a fundo o software que tem nas mãos e assim melhorar aquilo que lhe é útil e remover aquilo que não serve para seus propósitos, além de aumentar as chances de detectar código maliciosa e suspeito.
  • Liberdade 2: Liberdade de redistribuir o software para qualquer pessoa. Caso o software seja redistribuído em forma binária (em formato executável) é imprescindível que o código fonte seja anexado ao software para garantir  que a liberdade 1 não seja ferida.
  • Liberdade 3: Liberdade de modificar e de tornar pública suas modificações, ou seja, compartilhar com a comunidade as melhorias efetuadas.

Perceba então que o termo LIVRE não tem nada a ver com o fato de se ter um valor comercial ou não, mas sim de atender as 4 liberdades citadas acima.

Para saber todos os detalhes sobre o assunto visite a página da Free Software Foundation (eu recomendo muito a leitura): http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html

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Comentários:

MashaBruri | 13 de Dezembro de 2017 às 08:42

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